O que faz um perito em computação forense?
Coleta, preserva e analisa provas digitais — celulares, computadores, e-mails, mensagens e criptoativos — com cadeia de custódia documentada, produzindo laudos e pareceres técnicos aptos ao uso judicial.
Qual a diferença entre perito judicial e assistente técnico?
O perito é nomeado pelo juízo e atua com imparcialidade; o assistente técnico é contratado por uma das partes para acompanhar a perícia, criticar o laudo oficial e formular quesitos. Atuo como assistente técnico de advogados e empresas e na elaboração de laudos e pareceres.
A perícia serve mesmo antes ou fora de um processo judicial?
Sim. Emito parecer técnico extrajudicial (perito particular/assistente técnico) para instruir a defesa, antecipar prova e embasar decisões.
Em que cidades vocês atendem?
Mantenho escritórios em Curitiba/PR, São Paulo/SP e Brasília/DF, e atendo casos de todo o Brasil por via remota. A maior parte dos exames é feita remotamente, com coleta presencial quando o caso exige.
Em quanto tempo recebo um retorno?
A avaliação inicial do caso e a proposta de honorários são enviadas em até 24 horas após o primeiro contato.
Como é tratado o sigilo dos casos periciados?
Todo caso é tratado com sigilo absoluto. Assino termo de confidencialidade (NDA) quando solicitado e trato os dados com minimização, conforme a LGPD, restringindo o acesso e o uso à finalidade contratada.
O laudo tem validade judicial?
Sim. Cada exame segue cadeia de custódia documentada conforme o Código de Processo Penal, a Lei nº 13.964/2019, a Portaria SENASP nº 82/2014 e a norma ISO/IEC 27037, com laudo assinado digitalmente e pronto para juntada aos autos.
O que é cadeia de custódia?
É o registro documentado de todo o manuseio da evidência, da coleta ao laudo, com hashes de integridade que comprovam que a prova digital não foi alterada — requisito essencial para sua admissibilidade em juízo.
É possível verificar se uma mensagem é autêntica ou recuperar mensagens apagadas?
Sim. Faço análise de autenticidade e integridade de mensagens e e-mails — identificando edição, montagem ou descontextualização — além da recuperação técnica de dados e mensagens deletados. Os resultados dependem do dispositivo, da plataforma e do estado de preservação dos dados periciados.
É possível identificar quem gravou um vídeo, quando e como ele foi produzido?
Sim, quando há acesso ao arquivo original. Examino os metadados (EXIF e do contêiner), o modelo do aparelho ou software usado, a data e a hora de criação, o codec e as marcas de edição ou recompressão, além da geolocalização quando registrada. A precisão diminui se o vídeo tiver sido reencaminhado por aplicativos, que removem metadados e recomprimem o arquivo — nesses casos, combino a análise do arquivo com a perícia do dispositivo de origem.
Como saber se um vídeo, áudio ou imagem é original ou foi editado ou manipulado?
Analiso a integridade do arquivo em busca de cortes, montagem, recompressão e inconsistências de metadados, codec e estrutura, inclusive indícios de manipulação sintética (deepfake). O laudo aponta se o material é compatível com uma captura original ou se apresenta sinais de edição, sempre com as ressalvas técnicas do caso.
É possível determinar a autoria de mensagens e arquivos encaminhados no WhatsApp, Telegram e outros aplicativos?
Sim, com limites técnicos. Reconstruo a cadeia de encaminhamento, comparo os hashes dos arquivos, examino metadados residuais e correlaciono os vestígios aos dispositivos disponíveis. Como esses aplicativos usam criptografia de ponta a ponta e recomprimem as mídias ao encaminhar, a determinação de autoria costuma exigir também a perícia dos aparelhos de origem e de destino.
Dá para saber quem enviou originalmente um áudio, imagem ou vídeo que circulou em grupos?
Em muitos casos, sim. Identifico o primeiro compartilhamento por metadados remanescentes, comparação de hash entre cópias idênticas, marcas deixadas pela plataforma e cruzamento com os registros dos dispositivos periciados. Quando os metadados foram removidos no reencaminhamento, a autoria é estabelecida pela combinação da perícia do arquivo com a dos aparelhos e, quando cabível, de dados obtidos por via judicial junto ao provedor.
Vocês rastreiam criptomoedas como Bitcoin e USDT?
Sim. Realizo rastreamento forense on-chain do fluxo de valores entre carteiras e endereços públicos, para instruir investigações de estelionato, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Rastreio, entre outros, Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Tether (USDT), USD Coin (USDC), BNB, Solana (SOL), Litecoin (LTC), Tron (TRX), Polygon (MATIC) e XRP.
Quais blockchains e tokens você consegue rastrear?
Trabalho com as principais redes públicas — Bitcoin, Ethereum e redes EVM (BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Base, Avalanche), além de Tron, Solana, Litecoin, Bitcoin Cash, Dogecoin e XRP. Rastreio tanto moedas nativas quanto tokens ERC-20/BEP-20/TRC-20, incluindo stablecoins como USDT, USDC, DAI e BUSD.
É possível rastrear transações que passaram por mixers, pontes ou tornaram-se "privadas"?
Na maioria dos casos, sim. Analiso o uso de mixers e serviços de anonimização (como Tornado Cash), pontes entre redes (bridges), conversões em DEX e movimentações em stablecoins, reconstruindo o caminho dos valores. Moedas de privacidade como Monero (XMR) e Zcash (ZEC) impõem limites técnicos, que são registrados de forma transparente no laudo.
Dá para identificar a exchange ou a pessoa por trás de uma carteira?
A blockchain é pseudônima: o laudo identifica endereços, fluxos e pontos de contato com exchanges e prestadoras (VASPs). A vinculação a uma pessoa depende de dados de cadastro (KYC) obtidos pela via judicial junto à corretora, cujo endereço de depósito é identificado no rastreamento.
Como funciona a perícia em golpes com criptomoedas (pirâmides, "robôs de trading" e falsas corretoras)?
Faço o rastreamento dos aportes das vítimas até as carteiras dos operadores e das corretoras de saída, quantifico os valores desviados em BTC, ETH ou USDT e correlaciono as transações aos fatos, produzindo laudo para ações cíveis e criminais de estelionato e pirâmide financeira.
É possível avaliar o valor de criptoativos para partilha, inventário ou execução?
Sim. Faço a avaliação técnica de carteiras e do valor de mercado dos ativos (BTC, ETH, USDT e outros) em data de referência, com prova da titularidade e do controle efetivo, para partilha em divórcio, inventário, execução de dívidas e bloqueio de bens.
Vocês rastreiam também NFTs e ativos em DeFi?
Sim. Analiso a titularidade e o histórico de NFTs, além de posições em protocolos de DeFi (staking, pools de liquidez e empréstimos), rastreando o fluxo de tokens e a movimentação de valores entre contratos inteligentes.
Fazem adequação à LGPD e parecer técnico-jurídico para empresas?
Sim. Faço diagnóstico de conformidade, parecer técnico-jurídico com dimensionamento das sanções da ANPD e plano de adequação continuado — CMP e Consent Mode, ROPA/RIPD e atuação como encarregado (DPO).
Como é feito o diagnóstico de conformidade com a LGPD?
Faço uma auditoria técnica e documental do tratamento de dados em sites, sistemas e aplicativos: inventário dos dados coletados, cookies e trackers de terceiros, mapeamento das bases legais por finalidade, verificação de transferências internacionais e uma matriz de risco com a exposição sancionatória perante a ANPD.
O que inclui o plano de ação de adequação à LGPD?
Um roteiro priorizado para sanar as não conformidades: ativação de CMP e Google Consent Mode v2 com bloqueio prévio de cookies, elaboração de ROPA e RIPD por fluxo, ajuste de contratos com operadores, políticas internas e treinamento das equipes, com cronograma, responsáveis e indicadores.
Vocês elaboram e implementam a política de privacidade e o aviso de cookies?
Sim. Redijo a Política de Privacidade e o Aviso de Cookies sob medida para a operação, defino as bases legais de cada tratamento e implemento tecnicamente o banner de consentimento (CMP) e o Consent Mode, assegurando o bloqueio prévio de trackers antes do aceite do titular.
Quais dispositivos legais são atendidos na adequação à LGPD?
A atuação observa a Lei nº 13.709/2018 (LGPD), em especial os arts. 6º (princípios), 7º e 11 (bases legais), 8º (consentimento), 9º e 18 (direitos do titular), 33 a 36 (transferência internacional), 37 (registro das operações — ROPA), 38 (relatório de impacto — RIPD), 41 (encarregado/DPO), 46 a 49 (segurança e incidentes) e 52 (sanções), além dos regulamentos da ANPD, como a Resolução CD/ANPD nº 2/2022.
É possível auditar registros de ponto e controle de jornada em ações trabalhistas?
Sim. Audito a fidedignidade do controle de jornada — autenticidade, integridade e rastreabilidade dos registros — incluindo apps de ponto, rastreadores veiculares e os arquivos AFD e AEJ da Portaria MTP nº 671/2021, com laudo para reclamatórias trabalhistas.
Vocês fazem auditoria de servidores, redes e bancos de dados?
Sim. Realizo auditoria técnica de servidores, redes e bancos de dados — controles de acesso, logs, replicação e integridade — de forma remota ou presencial, com laudo e recomendações.